quinta-feira, julho 28, 2005

Qual � a gra�a?

Comemorar com champagne e uma comida maravilhosa sozinha?
Ah! Algumas horas penso e o riso vem, outras choro. N?o sei, mas a vit�ria d� um ar de solid?o. De: - vai pra frente que continuamos por aqui.

segunda-feira, julho 25, 2005

dias de menina

Quando eu tinha 12 anos eu dei meu primeiro beijo. Logo depois de tr?s dias que meu vizinho me pediu em namoro. Foram momentos muito lindos. At� ent?o n?o havia sentido meu cora�?o bater t?o forte. Em menos de um m?s, do nada, ele parou de falar comigo. Nos encontr�vamos sempre nas idas e vindas da escola. N?o era a mesma s�rie, mas o mesmo corredor, ciclo de amizades e o mesmo �nibus pra voltar pra casa. Ele fazia quest?o de oscilar a sua parada com a minha. Dando um quarteir?o de dist�ncia. Um dia, depois de alguns anos, eu fiz com que a coincid?ncia se tornasse real e paramos no mesmo ponto. No caminho, suplicava pela sua aten�?o e ele continuava a andar. Falei de amizade, da situa�?o, de sermos vizinhos e etc e ele continuou a caminhar. Nunca entendi a raiva que ele tinha de mim. Se ele soubesse os sonhos, as noites n?o dormidas, as l�grimas. Acho que ele n?o seria t?o mal assim. O impressionante � que ele se apaixonava sempre pelas minhas amigas. Inclusive, teve uma muito simp�tica e gentil que adorava ficar em frente de casa conversando comigo. E como o tempo nunca mente, descobri que era ele o foco principal. E com esse sentimento de desprezo eu tive que seguir at� fazer terapia, por mais de quatro anos. O engra�ado e c�mico � que hoje eu sei que n?o temos nada a ver. Acho que nem me chamaria a aten�?o se passasse na rua. Claro! Se n?o fosse pela pessoa que foi em minha vida. Um dia, uma nova namorada dele, n?o sabendo do caso, chamou-me para perto deles pra me cumprimentar. Sem jeito e t�mida, fui l� falar um oizinho. Foi t?o legal! Ele tinha p?los no peito. J� era um homem e eu nem havia me dado conta. Nunca mais tive coragem de olha-lo. Como se a verdadeira imagem dele fosse daquele menino de quatorze anos, que havia morrido por tanto desprezo.
Depois disso, apaixonar-me e desfazer desse sentimento sempre foi muito simples. N?o que n?o tivesse intensidade, mas era simples. E n?o tinha medo de me envolver.
Descobri que a vida � um ciclo.

quinta-feira, julho 21, 2005

O único

''E que tudo seja igual e que tudo seja outra coisa.'' ( Pablo Picasso)

O que sinto parece com arte. Cada um tem uma opinião formada diferente, vinda de um referencial, uma experiência. Despertam neles sensações, a maioria de dor pelas desilusões e desencontros.
Eu, vejo esse meu sentimento como uma tela em branco. Cheia de vontade de escrever a minha história. Cheia de vida! Imaginar as cores sempre fortes e vibrantes. Isso me excita. Dá calor. Faz vontades. E em nenhum momento me preocupa.

terça-feira, julho 12, 2005

o vício como comportamento do consumidor

“Tradição é ato de transmissão oral ou escrita de costumes, lendas ou fatos levados de geração através dos tempos. Quanto mais antigos, mais notáveis e fora do comum eles se tornam. Uma vez atingida tal dimensão, transformam-se em crenças inquestionáveis.
As criaturas assimilam conceitos simplesmente porque outras, que elas julgam importantes e entendidas, lhes disseram que são verdadeiros. As crenças de toda espécie começaram geralmente através das histórias e dos costumes criados por alguém. Com o passar dos séculos, entretanto, tornaram-se regras éticas. Crença é a ação de acreditar naquilo que convencionamos adotar como verdade. Evidentemente, algumas são verdadeiras; outras não.
Precisamos revisar nossas concepções sobre vícios. Não podemos entende-los como uma problemática que abrange, exclusivamente, delinqüentes e vadios. Em verdade, viciados são todos aqueles que se enfraqueceram diante da vida e se refugiaram na dependência de pessoas ou substâncias.” ( As dores da alma - Santo-neto, Francisco E. )

Queria eu que um dono de supermercado entendesse esse texto. Porque ele vende muito vício e pra toda uma população de um determinado local. Por exemplo:
1 – produtos individuais – viciada em café, coca-cola, geléia do seu café da manhã.
2 – costume familiar – uma mãe perfeccionista, superexigente e dominadora exige que seu filho coma até o último grão do prato e não permite que ele se sinta saciado ou não. Este é um dos casos de vício, no caso da obesidade, que o autor do texto acima comenta. Isso gera um consumo de alimentos maior. Conseqüentemente, mais vendas. Utilizando do exemplo de uma mãe novamente, mas agora com a orientação e como exemplo para o filho sobre comidas qualitativas e selecionadas. Para um supermercado isso representa produtos mais caros.
Todos esses vícios são impostos ou adquiridos por um referencial próximo. Há também o “livre arbítrio”, usado dificilmente por uma massa sem muita informação para questionar seus atos. Aí entra a indústria cultural, a comunicação na propaganda e o planejamento da publicidade.
Por tudo isso que eu defendo com unhas e dentes o investimento com eventos culturais ( de preferência patrocinados pela Lei Rouanet ) e profissionais que criem oportunidade e solução para seu cliente
Amo minha profissão por conseguir entender um mundo diferente dos das outras pessoas, mas a odeio, por ninguém me compreender.

Ao Fim De Tudo

Cidadão Quem

Minhas lágrimas não caem mais,
Eu já me transformei em pó
E os meus gritos não se escutam mais
Estão na direção do Sol
Meu futuro não me assusta ou faz
Correr pra desprender o nó
Que me amarra a garganta e traz
O vazio de viver só...

Se alguém encontrou um sentido para a vida, chorou
Por aumentar a perda que se tem ao fim de tudo transformando o silencio que até então é mudo
Naquela canção,
que parece encontrar a razão
Mas que ao final se cala frente ao tempo que não para frente a nossa lucidez.

(refrão)

São tantas as indecisões, que quando encontra-se o objetivo, não se sabe mais qual meta usar. De tanto medo, de tanta dor acumulada. Sabe-se que tem que ir ...