Qual � a gra�a?
Comemorar com champagne e uma comida maravilhosa sozinha?
Ah! Algumas horas penso e o riso vem, outras choro. N?o sei, mas a vit�ria d� um ar de solid?o. De: - vai pra frente que continuamos por aqui.
Comemorar com champagne e uma comida maravilhosa sozinha?
Quando eu tinha 12 anos eu dei meu primeiro beijo. Logo depois de tr?s dias que meu vizinho me pediu em namoro. Foram momentos muito lindos. At� ent?o n?o havia sentido meu cora�?o bater t?o forte. Em menos de um m?s, do nada, ele parou de falar comigo. Nos encontr�vamos sempre nas idas e vindas da escola. N?o era a mesma s�rie, mas o mesmo corredor, ciclo de amizades e o mesmo �nibus pra voltar pra casa. Ele fazia quest?o de oscilar a sua parada com a minha. Dando um quarteir?o de dist�ncia. Um dia, depois de alguns anos, eu fiz com que a coincid?ncia se tornasse real e paramos no mesmo ponto. No caminho, suplicava pela sua aten�?o e ele continuava a andar. Falei de amizade, da situa�?o, de sermos vizinhos e etc e ele continuou a caminhar. Nunca entendi a raiva que ele tinha de mim. Se ele soubesse os sonhos, as noites n?o dormidas, as l�grimas. Acho que ele n?o seria t?o mal assim. O impressionante � que ele se apaixonava sempre pelas minhas amigas. Inclusive, teve uma muito simp�tica e gentil que adorava ficar em frente de casa conversando comigo. E como o tempo nunca mente, descobri que era ele o foco principal. E com esse sentimento de desprezo eu tive que seguir at� fazer terapia, por mais de quatro anos. O engra�ado e c�mico � que hoje eu sei que n?o temos nada a ver. Acho que nem me chamaria a aten�?o se passasse na rua. Claro! Se n?o fosse pela pessoa que foi em minha vida. Um dia, uma nova namorada dele, n?o sabendo do caso, chamou-me para perto deles pra me cumprimentar. Sem jeito e t�mida, fui l� falar um oizinho. Foi t?o legal! Ele tinha p?los no peito. J� era um homem e eu nem havia me dado conta. Nunca mais tive coragem de olha-lo. Como se a verdadeira imagem dele fosse daquele menino de quatorze anos, que havia morrido por tanto desprezo.
''E que tudo seja igual e que tudo seja outra coisa.'' ( Pablo Picasso)
“Tradição é ato de transmissão oral ou escrita de costumes, lendas ou fatos levados de geração através dos tempos. Quanto mais antigos, mais notáveis e fora do comum eles se tornam. Uma vez atingida tal dimensão, transformam-se em crenças inquestionáveis.
Cidadão Quem