o vício como comportamento do consumidor
“Tradição é ato de transmissão oral ou escrita de costumes, lendas ou fatos levados de geração através dos tempos. Quanto mais antigos, mais notáveis e fora do comum eles se tornam. Uma vez atingida tal dimensão, transformam-se em crenças inquestionáveis.
As criaturas assimilam conceitos simplesmente porque outras, que elas julgam importantes e entendidas, lhes disseram que são verdadeiros. As crenças de toda espécie começaram geralmente através das histórias e dos costumes criados por alguém. Com o passar dos séculos, entretanto, tornaram-se regras éticas. Crença é a ação de acreditar naquilo que convencionamos adotar como verdade. Evidentemente, algumas são verdadeiras; outras não.
Precisamos revisar nossas concepções sobre vícios. Não podemos entende-los como uma problemática que abrange, exclusivamente, delinqüentes e vadios. Em verdade, viciados são todos aqueles que se enfraqueceram diante da vida e se refugiaram na dependência de pessoas ou substâncias.” ( As dores da alma - Santo-neto, Francisco E. )
Queria eu que um dono de supermercado entendesse esse texto. Porque ele vende muito vício e pra toda uma população de um determinado local. Por exemplo:
1 – produtos individuais – viciada em café, coca-cola, geléia do seu café da manhã.
2 – costume familiar – uma mãe perfeccionista, superexigente e dominadora exige que seu filho coma até o último grão do prato e não permite que ele se sinta saciado ou não. Este é um dos casos de vício, no caso da obesidade, que o autor do texto acima comenta. Isso gera um consumo de alimentos maior. Conseqüentemente, mais vendas. Utilizando do exemplo de uma mãe novamente, mas agora com a orientação e como exemplo para o filho sobre comidas qualitativas e selecionadas. Para um supermercado isso representa produtos mais caros.
Todos esses vícios são impostos ou adquiridos por um referencial próximo. Há também o “livre arbítrio”, usado dificilmente por uma massa sem muita informação para questionar seus atos. Aí entra a indústria cultural, a comunicação na propaganda e o planejamento da publicidade.
Por tudo isso que eu defendo com unhas e dentes o investimento com eventos culturais ( de preferência patrocinados pela Lei Rouanet ) e profissionais que criem oportunidade e solução para seu cliente
Amo minha profissão por conseguir entender um mundo diferente dos das outras pessoas, mas a odeio, por ninguém me compreender.
.jpg)

0 Comments:
Postar um comentário
<< Home