terça-feira, janeiro 25, 2011

Amanhã

Amanhã é meu aniversário.
É a data mais estranha que já experimentei. Além das reflexões pós 30 anos, também conecta com os pensamentos de amigos que não estão mais juntos, família que se oculta e atividades que jurei desenvolver ao longo do ano passado e caiu no esquecimento. Entretanto, o que me faz esperar com frio na barriga a data de amanhã é a felicidade que sinto quando recebo um abraço de alguém que não estava esperando, ficar acordada até dar meia noite para receber "aquele" beijo do meu marido, abrir presentes e amigos especiais terem a chance de demonstrar o amor e o carinho, consequentemente, recíprocos. Acho que essa oportunidade de abraçar e dizer o que se sente se assemelha com o Natal, com a diferença de que, amanhã, as pessoas se reunirão por mim.
Tenho fé que será um ano bom, mesmo tendo que incluir linha Chronos antes de dormir, rs.
Quando eu tinha 15 anos acreditava que seria um ano inesquecível, porque todos me diziam que foi o ano da vida deles. Eu acreditei nisso e ultrapassei barreiras, porque conheci muitas pessoas, namorei bastante, me embreaguei, comprei roupas com outro estilo, ou seja, deixei uma nova Carolina ser conhecida. Acredito que os 31 seja um ano que eu também irei mostrar uma nova Carô, felizmente, pelo lado intelectual e profissional.
Claro que penso em ter filho e talvez este seja o meu maior medo. Acreditem, eu tenho medo de alguma coisa, rs. Mas, vamos deixar esse pensamento em 2011 e talvez exercê-lo ainda nessa década. Ó! Tenho que exercer nessa década, porque ainda não inventaram a extinção da menopausa, rs. Jesus! Realmente tenho que decidir até, pelo menos, os 40. E que já está perto.
Eu li um artigo, no início do ano passado, que há estudos sobre o congelamento dos óvulos... Não, não, não, não, não. Filho! Você vai nascer ainda nessa década. Mas, ainda faço 31 amanhã.

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segunda-feira, outubro 26, 2009

Hoje

É muito estranho estar novamente neste blog cheio de sentimentos, argumentos, defesas, pontos de vista e outras coisas. Hoje tenho opiniões maiores, talvez mais argumentos e mais pessoas para ler, por exemplo, hoje foi o primeiro dia que deixei um comentário num Blog de um prospect para parceria comercial. Acho que nunca eu pensei que chegaria a me expor deste jeito.
O objetivo era escrever e escrever e contar histórias e estórias sem me preocupar com o leitor. Não vou deixar de escrever o que penso, e nem tão pouco ser somente comercial, mas confesso que compreendi que o mundo virtual está tomando conta da realidade. Espanto só de pensar que em menos de 10 horas do anúncio para doar meu lindo cachorro, foram 15 interessados e 1 passou no teste e levou meu Tobias. E, sempre que encontro um amigo não tão interessado no trabalho dele, ele diz que tem planos virtuais e quer ser o "empresário google" do ano. Minha mãe está no orkut, meu pai de 63 anos usa diariamente os e-mails para controlar seus orçamentos. Recebo semanalmente para dar aulas de informática para uma "ex-patroa" que quer conhecer mais deste mundo.
Ah! Desculpe, meu Blog!!!! Mas de agora em diante você vai ser mostrado!
Talvez eu não fique tão desnuda, mas ... Talvez tenha muitas cores!

segunda-feira, outubro 13, 2008

Viva!!!!

Estou super feliz, pois consegui voltar para meu blog :) Oba!

quarta-feira, julho 26, 2006

Sei que nada sei

Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Feito um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a como
Quando eu passo no subúrbio
Eu muito bemVindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar
São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar

Meu avô me disse um dia e para que eu guardasse na memória o que ele ia dizer.
- Lembre-se que sempre terá alguém numa situação pior que você.
Pela vida toda, em diversas situações, interpreto de formas diferentes.

sexta-feira, julho 14, 2006

paz e desejo

Quero uma rede na minha sacada. Quero chegar do trabalho e deitar nela ... balançar devagarinho, olhar o céu ... Ah! Definitivamente eu quero uma rede. Junto com o desejo vem lembranças ... Ai ai ai, não quero mais uma rede. Se não posso ter o que sonho, mesmo pq ter é posse e sonho é realização .... que eu pare uns instantes de sonhar.

quarta-feira, julho 12, 2006

Quero uma fermata

Chega simples como um temporal
Parecia que ia durar
Tantas placas e tantos sinais
Já não sei por onde caminhar.
E quando olhei no espelho
Eu vi meu rosto e já não o reconheci
E então vi minha história
Tão clara em cada marca que tava ali.
Se o tempo hoje vai depressa
Não tá em minhas mãos
Cada minuto me interessa
Me resolvendo ou não.
Quero uma fermata que possa fazer
Agora o tempo me obedecer
E só então eu deixo
Os medos e as armas pra trás...

Sei que vou sentir saudade de tudo que tem aqui, meu apto tão querido. Não sei se é a hora, se estou preparada ... mas não sou dona do tempo e ele me impoe que seja o momento de mudança.
Sempre desejei o que vou ter, mas agora me questiono se estou com medo demais pra isso.
Parece que é o momento dos questionamentos, parece que até o que eu sabia que tinha não é meu e é meu o que não pensava ter. Ahhhh só sei que é muito melhor viver um dia de cada vez. E que essas incertezas me façam feliz.

quinta-feira, julho 06, 2006

Linha limite

"Ainda que dentro de mim as águas apodreçam e se encham de lama e ventos ocasionais depositem peixes mortos pelas margens e todos os avisos se façam presentes nas asas das borboletas e nas folhas dos plátanos que devem estar perdendo folhas lá bem ao sul e ainda que você me sacuda e diga que me ama e que precisa de mim: ainda assim não sentirei o cheiro podre das águas e meus pés não se sujarão na lama e meus olhos não verão as carcaças entreabertas em vermes nas margens, ainda assim eu matarei as borboletas e cuspirei nas folhas amareladas dos plátanos e afastarei você com o gesto mais duro que conseguir e direi duramente que seu amor não me toca nem me comove e que sua precisão de mim não passa de fome e que você me devoraria como eu devoraria você ah se ousássemos." - Caio F.